TUITADA – FINAL DO AMERICAN IDOL TEM REPERCUSSÃO MUNDIAL NO TWITTER

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“É uma música linda quando você não está cantando”.

A pérola acima pertence a Simon Cowell, a personalidade mais amarga, mal humorada e odiada da história do “American Idol”
Odiada até o “lado A”, pois do outro lado da fita, o britânico ainda figura como o jurado mais querido que já passou pela bancada do reality show. O britânico era uma ágil metralhadora oral que disparava em um só minuto inúmeras e inúmeras cruéis piadas sobre os candidatos a ídolos norte-americanos. Mas, por hora, deixemos então o ranzinza Simon Cowell sozinho de canto.

Nesta noite de quinta-feira (dia 16 de maio) o canal pago “Sony Entertaiment Television” transmitiu ao vivo a final da 12ª temporada do American Idol.

Como a produção gringa se mantém como o programa mais assistido dos EUA, o reality show teve uma boa repercussão no twitter chegando a emplacar inúmeros tópicos entre os TT’s mundiais.            

Nos trending topics nacionais o curioso foi que a hashtag #IdolFinale teve muito sucesso enquanto “Salve Jorge”, em seu penúltimo capítulo, fez um barulho muito menor. A cantora “Jessie J” também chegou a aparecer no tt’s brasileiros por cantar em dueto com uma das semifinalistas do programa. Ao longo das duas horas aproximadas da duração do programa, os TT’s mundiais ficaram repletos de tópicos sobre o programa.

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Confira como o assunto repercutiu pelos tuiteiros. O fato de esta temporada ser a última do antigo jurado Randy Jackson, foi um dos pontos mais comentados. O produtor e ex-baixista da banda “Journey” estava na bancada do programa desde 2002, primeiro ano do reality show.

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Cabe destacar que neste ano, pela primeira vez, o reality show sentiu o peso da concorrência: teve uma queda de 25% da audiência em relação à temporada de 2012. 

Mesmo se mantendo como o programa mais assistido do país, a produção da Fox enfrentou nesse semestre forte concorrência da sitcom “Modern Family” que conseguiu a façanha de abocanhar a preciosa faixa telespectadora que vai dos 18 aos 49 anos.

Esta faixa etária é a mais ambicionada pela publicidade gringa.

As emissoras dos EUA por muitos anos evitavam ao máximo estrear novas produções no horário do “American Idol” pelo simples fato de que o arrasa-quarteirão musical acabava cancelando inúmeros programas concorrentes.

Com uma tentativa de “grand finale”, o programa de hoje contou com alguns dos ex-American Idols de maior repercussão na carreira após o show, como Jennifer Hudson, Jordin Sparks e Adam Lambert.

A maior estrela pop da atualidade o sul-coreano Psy se deslocou do oriente e viajou horas para gentilmente cantar seu novo hit e tentar devolver um bocado de prestígio ao programa.

Mantenho dois palpites sobre a queda (ou tropeço) do rei televisivo.
E eles estão longe do discurso de que os EUA estão cansados de reality shows de talentos. Os resultados históricos em audiência que a NBC vem obtendo com o “The Voice” demonstram o gás que este formato ainda possui junto ao público norte americano.

Pra mim, uma das razões que justificam o tropeço da Fox foi a formação de um TOP 10 completamente equivocado.

A narrativa do programa destacou inúmeras performances de candidatos que poderiam vir a formar um forte grupo, mas, chocou ao formar um grupo de dez desconhecidos menos agraciados pela edição do programa.

O charmoso Johnny Keyser, que seria figura fácil na fase final do reality em qualquer outra temporada, acabou estranhamente não entrando para a seleção final.

Ali estava a dica de que o estereótipo “White Guy with Guitar” que havia vencido continuamente os últimos cinco anos do programa não teria vez nesta temporada.

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Aliás, foi curioso neste ano como a direção, edição e equipe do programa (e especialmente a jurada Nick Minaj) foram costurando a narrativa para que nenhum estereótipo masculino tivesse chance de vencer pela sexta vez consecutiva o programa.

A idéia era de que finalmente uma mulher retornaria ao posto de ídolo americano, e foi o que aconteceu: pela primeira vez a testosterona foi aniquilada e cinco mulheres estavam nas semifinais pelo prêmio final.

O problema é que do lado daqui da tela também havia muito estrogênio e muitas pré-adolescentes em ebulição procurando uma figura masculina pra “adotar”.

Surpreende também o fato de nenhum homem bonito ter figurado na última fase do programa. 

Um frágil, disfêmico e afeminado sorveteiro até foi cogitado para assumir o posto de ícone americano, mas, apesar de todos os adjetivos anteriores, o garoto infelizmente não tinha o talento e nem principalmente o timing de suas rivais de programa.

O jovem sorveteiro gago foi eliminado no Top 5.

As previsões de Nick Minaj ainda no início da temporada enfim estavam corretas: o “Girl Power” finalmente tomaria conta do programa.   

Citando a rapper e jurada inicio aqui o meu segundo palpite para tentar explicar o tropeço do arrasa-quarteirão da Fox: a bancada de jurados neste ano foi a mais fraca da história do programa.

Tentando revisitar as alfinetadas antológicas entre Paula Abdul e Simon Cowell (que consagraram o programa), o show colocou uma femme fatale em oposição à doçura de Mariah Carey. Soou artificial demais.

Mariah e Keith Urban foram verdadeiros “picolés de chuchu” que não acrescentaram quase nada à trajetória do programa.

O fato é que com a queda brusca de audiência Nick Minaj, Mariah Carey e Keith Urban nunca serão reconhecidos pelo maior feito que um grupo de jurados já fez pela história do programa: emplacar aos trancos e barrancos uma mulher como vencedora.

Uma verdade é que na sinceridade áspera de Nick Minaj até existiam alguns lampejos de Simon Cowell, mas faltava a sutileza do britânico à rapper. Nick queria porque queria uma mulher vencedora e queria já.

Talvez exista uma explicação curta e rápida da queda do “American Idol” que dispensaria todas estas linhas e mais linhas do texto. E ela vem de um britânico.

Parafraseando Simon Cowell, a personalidade mais memorável que já passou pelo programa:

“Seria um programa lindo quando você não está fazendo”.

(Com a colaboração de @rafabitencourt)

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