TUITADA – FINAL DE SALVE JORGE TEM REPERCUSSÃO NEGATIVA NOS TRENDING TOPICS MUNDIAS

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Nesta sexta-feira (dia 17 de maio) a rede Globo exibiu o último capítulo de “Salve Jorge”, a novela das 21h menos assistida da história da rede Globo.

Já no twitter a repercussão também não foi positiva. A maior parte das tuitadas criticavam os diversos furos que a trama teve ao longo desses sete meses que a história ficou no ar. 

A “hashtag” que mais sintetiza a opinião da maior parte dos telespectadores foi a #VazaJorge que ficou por um bom tempo no topo dos assuntos mais comentados mundialmente. 

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Confira como o assunto repercutiu nas mãos dos tuiteiros:

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Mesmo com um Emmy nas mãos é difícil de conceber que um dia Glória Perez ganhe um APCA por alguma de suas novelas.

A trama de “Salve Jorge” foi o verdadeiro terror dos especialistas do meio de artes e comunicação. Como comentar uma novela onde é possível se ver a olho tão nu uma série de furos?

Não que o APCA seja parâmetro obrigatório para uma boa história, mas já é um bom termômetro.

O papel que a cri-crítica toma pra si de alertar autor e público para possíveis incoerências da narrativa seria completamente esvaziado uma vez que até um paupérrimo capiau surdo-mudo do interior do país consegue ver que o machucado da  surrada vilã, sumiu do rosto da atriz. É chover no molhado afirmar que a novela das 21h que é ruim, talvez seja realmente muito ruim.

Como se pôde notar as incoerências visíveis de roteiro se estenderam a outras áreas artísticas como a direção e a continuidade.

O que dificulta um pouco mais este embarque nas histórias da novelista é o fato de a autora exigir um modo “Glória Perez” para que os telespectadores consigam assistir suas histórias.

Imagine a cena: você paga por uma televisão novinha e ao abrir a caixa de papelão para instalar sua mais nova comprinha, uma mulher inexplicavelmente sai de dentro da caixa.

O trecho acima descreve como os personagens de Deborah Secco e Caco Ciocler se conheceram na novela América.

Tanto a imigrante escondida dentro da caixa de TV, quanto as silenciosas e letais seringadas da vilã Lívia, soam surreais demais para o senso crítico do telespectador treinado a assistir tantas novelas.

E por mais que a autora soe o alerta “Atenção! Seringadas baseadas em fatos reais” nem o surdo mudo suburbano consegue conceber tal idiossincrasia da história. Ele sabe que aquilo não “cola”, mas ele assiste. E não somente ele.

“Salve Jorge” e seus respeitosos 40 e poucos pontos de média geral, ainda permanecem isoladamente como fruto do produto televisivo de maior alcance da América do Sul.

Usando-se dessa penetração há de se validar o valor que Glória Perez mantém no cenário político do país.

Em “O Clone”, usando o contexto da misoginia islâmica do Marrocos, a autora desdobrou idéias sobre o papel da liberdade da mulher na sociedade contemporânea.

Em “América” a autora usou a geografia cinzenta dos arranhásseis gringos para falar da indiferença xenófoba dos norte-americanos com seus imigrantes.

Já a geografia em “Salve Jorge” foi a européia Turquia, nação que fica no continente de maior aumento do tráfico humano mundialmente.

O jornal “Deutsche Welle” alertou que um estudo encomendado por representantes dos governos da União Européia demonstrou haver entre um aumento de 18% de vítimas de tráfico humano no período 2008-2010, sendo que 68% dessas vítimas são mulheres e 15% crianças. O índice chega a números preocupantes: mais de 9 mil vítimas.Os números acima dão a noção de quão importante politicamente foi a geografia da novela de Glória Perez.    

Muitos cri-críticos comparam a autora a uma das figuras globais de dar inveja a qualquer novelista contemporâneo: a analogia é com outra autora de telenovelas chamada Glória, mas, de sobrenome Magadan.

Junto de Chacrinha, Silvio Santos e Dercy Gonçalves as populares novelas da finada autora Glória Magadan foram um dos pilares do império de comunicação que hoje atende pelo nome de rede Globo.

Enquanto os cri-críticos preferem comparar Glória Perez à Magadan, eu prefiro chamar a autora de “Salve Jorge” de Ivani.

Este foi o nome de uma querida sexagenária que me deu aulas de geografia e política no meu ensino médio.

Certa vez durante uma de suas explicações, o sinal do fim da aula tocou e a Profª Ivani dizendo que ainda havia tempo, se pôs a continuar a falar e falar de suas estatísticas. Num discurso, como sempre, bastante modorrento. Alguns alunos saíram da sala. Talvez estes tivessem optado pelo autodidatismo. Enquanto isso, Ivani continuava a discursar sobre os problemas geográficos sociais de algum lugarzim escondido do mundo. O restante que ficou na sala de aula, mesmo sabendo da importância do assunto, não via a hora da sexagenária professora parar de se estender tanto para finalmente se ver livre daquele lenga-lenga.

Sinto que é isso que está acontecendo com o antiquado tubo de elétrons chamado TV aberta.

(Com a colaboração de @rafabitencourt)

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