TUITADA – RETORNO DE SAI DE BAIXO TEM REPERCUSSÃO NO TWITTER

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Nesta terça, 11 de junho, foi ao ar pelo canal pago VIVA o primeiro episódio do retorno de “Sai de Baixo”, consagrada sitcom global que fez história na TV brasileira entre anos de 1996 e 2002.

Como o canal por assinatura da Globosat comemora três anos de existência, a equipe de “Sai de Baixo” decidiu colocar em prática uma reunion que ensaiava já há alguns anos. Como destacou o jornalista Tony Góes, a reunion é uma espécie de reencontro entre a equipe de um seriado já terminado onde os integrantes se reúnem para a produção de novas histórias. Isso é mais comum na TV americana que ganhou, por exemplo, o reencontro dos integrantes de Seinfeld na sétima temporada do seriado Curb Your Enthusiasm (Segura a Onda) ainda no ano de 2009. Na proposta do retorno da série, Cassandra, Vavá, Magda e Caco voltam ao apartamento onde viveram durante onze anos agora como convidados de um anfitrião misterioso. Logo descobrem que a dona do local é na verdade Neide, a antiga empregada da família que ascendeu junto com a classe C e agora virou fica ao processar uma ex-patroa. No twitter a repercussão do seriado foi garantida por saudosistas que aguardavam há anos por um retorno da família do bairro do Arouche. Por outro lado, outros usuários destacaram como o ritmo da sitcom reestreou um bocado cansativo. Os tópicos #TonyRamos e #ChupaFeliciano também chegaram a entrar para os assuntos mais comentados da rede social principalmente pelo fato do personagem Caco Antibes ter proferido a frase ao assumir que cogitava transar com um “homem peludinho” (no caso o ator Tony Ramos). Confira como o retorno da sitcom repercutiu no twitter:

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SAIDE BAIXO DEPOIS DO FANTASTICO

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O retorno da aclamada sitcom esbarra de imediato em um possível axioma: qual a razão da volta de um seriado televisivo cujo formato é tido como ultrapassado?
Simples. Sai de Baixo foi um dos marcos da teledramaturgia da história da Rede Globo. Depois dele, nunca mais a programação vertical da Rede Globo conseguiu emplacar um seriado nas suas noites dominicais. O formato desta sitcom flertava com algo que hoje em dia é raríssimo de se encontrar na TV: o formato do teleteatro. O meio foi a mensagem. E durante seis áureos anos na Rede Globo. O programa continha aquele calor humano transmitido através de risos, aplausos e improvisos que somente a sinergia entre elenco e plateia proporciona. Para uma geração que está acostumada aos roteiros afiados do “Porta dos Fundos”,  observar o texto caricatural e a narrativa morosa de “Sai de Baixo” pode soar bastante cansativo. Mas quem conhece esse “acordo” estabelecido entre plateia e público no início de um espetáculo teatral sabe que esta permissividade catártica é a típica mensagem não encontrada hoje em nenhuma outra mídia de massa. O SBT há mais de anos vem alcançando a vice-liderança com o teleteatro de “A Praça é Nossa” (que é filha direta de “A Praça da Alegria”) e isso sem contar a sitcom “Família Trapo” (da década de 60) que permanece até hoje no baú da teledramaturgia nacional. O próprio Multishow da Globosat pretende fazer um resgate do gênero com a estréia de “Vai que Cola” agora em julho. Porém, diante deste espetáculo existe uma importante e atual questão de como transmitir esta catarse teatral. E foi aí que o retorno de “Sai De Baixo” tropeçou.

Como se sabe, a procura comercial dos anunciantes para o retorno da sitcom foi algo inimaginável no filão da TV por assinatura no país. Diante disso o canal VIVA jogou contra o produto que exibiu e acabou comprometendo um bocado a graça da família do Arouche. A estratégia de programação do canal foi inundada nem por um ou dois breaks, mas quatro intervalos comerciais. Não há teleteatro, sitcom ou seriado que aguente. Em tempos de programações sem intervalos via NetflixYoutube e a própria TV por assinatura, é inaceitável que um programa com este formato se arraste por mais de uma hora e meia na televisão.

O seriado “A Grande Família”, que nada mais é que a série mais longa da história da TV brasileira, está no ar há treze anos e se mantém religiosamente com seus dois intervalos comerciais.
Mesmo com contratempos deste tipo, que vão se corrigir com o tempo, é muito virtuoso que o mercado da televisão por assinatura no país tenha começado a pensar em conteúdo televisivo atraente. O momento para as Organizações Globo é de descentralizar a sua comunicação televisiva e passar a investir numa mensagem cada vez mais multimidiática. Se hoje a Rede Globo, canal aberto de televisão, consegue falar com 190 milhões de pessoas a cada dois dias, esta premissa vem descendo pelo ralo à medida que anualmente internet e TV a cabo vêm batendo recordes atrás de recordes em audiência. A TV Globo em breve não vai falar para o país inteiro é só olhar para o atual domingo a noite da emissora. Depois do fim de “Sai de Baixo” a Rede Globo nunca mais conseguiu respirar aliviada e livre da concorrência no horário. Em tempos em que a audiência da TV aberta em todo o mundo começa a declinar, o investimento em um conteúdo chamativo para a TV por assinatura é saudável para o meio e também para o público, afinal de contas, quem nunca teve curiosidade em saber como seria o retorno da família do Arouche? O que os canais não podem exigir é um exercício televisivo tão longo de quem está lhe dando audiência, senão a curiosidade sobre o programa se concentrará somente em rir na plateia do teatro Procópio Ferreira. Já para quem fica em casa a graça acaba evaporando antes do primeiro “Cala a Boca Magda”.

(Com a colaboração da tuiteira mais rápida do Oeste a @rafabitencourt)

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