TUITADA – A COPA EM QUE A DILMA CAIU MAIS DO QUE O NEYMAR

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Surpresa. Ao fim da primeira “Copa das Confederações” sediada no Brasil, este foi o exato sentimento trazido pelo torneio internacional. Uma subestimada seleção brasileira montada às pressas destronou o majestoso futebol espanhol por um surpreendente placar de 3×0. A Espanha, seleção atual campeã do mundo é a mesma “hermana” que nesta semana fez seis gols de pênalti no Uruguai e que hoje errou (e feio) um pênalti na partida contra o Brasil. Mesmo assim os ânimos exaltados no país davam sinais de que não era de circo que o Brasil precisava e sim de pão. E o ledo engano foi de quem pensou que as surpresas da Copa se restringiriam apenas ao campo esportivo. A vinda do torneio da FIFA ao Brasil coincidiu com uma das manifestações populares mais barulhentas da história da nação. Seria apenas uma coincidência?

Neste domingo, a Rede Globo e a Band exibiram na TV aberta, a partida final da “Copa das Confederações” que foi disputada entre Brasil e Espanha. Como era de se esperar alguns recordes acompanharam a finalíssima entre as seleções de elite do futebol mundial: a Rede Globo bateu seu recorde futebolístico no ano com uma final que marcou 34 pontos de audiência de acordo com a prévia do Ibope, já a Band viu seus números fecharem a média na vice-liderança e com dois dígitos na audiência: sua transmissão marcou 10 pontos, algo raríssimo na emissora do Morumbi. E no gramado alguns recordes também marcaram presença: com 95 segundos, o gol que o jogador Fred fez deitado se tornou o segundo mais rápido da história em finais dos torneios da FIFA e olha só, os ânimos se exaltaram tanto que até o Marcelo Adnet no “Fantástico” se empolgou e fez suas melhores esquetes desde que passou a integrar o time das estrelas globais: a imitação de hoje do humorista em cima do Galvão, Pedro Bial e do Ronaldo, divertiu bastante os usuários do twitter. Aliás, o microblog também teve alguns números bastante entusiasmados: em certo momento da transmissão todos os dez trending topics nacionais estavam relacionados à final do torneio. A terceira vitória consecutiva do Brasil na Copa das Confedrações também teve repercussão internacional nos dez assuntos mais repercutidos mundialmente do microblog.

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Confira como a goleada brasileira repercutiu nas mãos dos tuiteiros:ImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

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As vaias federais que Dilma Rousseff recebeu na abertura da Copa das Confederações dizem um bocado sobre o que agora se espera da administração pública no Brasil. Se as expectativas no país acerca do pão e do circo, da necessidade e do supérfluo e da comida e da cultura, passam a ser reconstruídas. O Brasil se junta a um grupo de nações que passaram a acordar para suas respectivas feridas políticas. As manifestações em Wall Street nos Estados Unidos, no Egito e na Tunísia são apenas os primeiros passos de um poderoso veículo ainda subestimado por muitas instituições no mundo inteiro: o valor politico das redes sociais. À época das manifestações sobre o aumento da passagem no transporte público, um dos julgamentos em pauta era o de como as revoltas de caráter restritamente virtual eram pacíficas e sem eficácia. Pois bem, o jornal Estadão levantou na semana passada que 135 milhões de pessoas foram motivadas por compartilhamentos no Facebook e por tuitadas à bradarem em CAPS LOCK nas ruas ou na rede por um Brasil com menos corrupção, com menos inflação e por uma maior clareza nos investimentos esportivos nacionais.

“O Brasil goleou hoje ?” está é a pergunta que muitos brasileiros se fazem em meio a tantos estádios colossais, orçamentos esportivos inimagináveis e uma herança maldita de má administração pública nas mais diversas esferas do Estado.  E enquanto o Neymar prova que quando está de pé, joga muito bem, a popularidade do governo federal sofre duras quedas em campo. No início de junho a presidenta Dilma Rousseff venceria num primeiro turno eleitoral com 51% das intenções de voto, porém nestes últimos dias o “Datafolha” registrou uma queda de 21 pontos na popularidade (até então infalível) da equipe da presidência. Resumindo, Dilma caiu enquanto Neymar ficou de pé o suficiente pra ser eleito o melhor jogador do torneio.

E afinal de contas: o Brasil ganhou hoje?

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