TUITADA – “NA MORAL” DE PEDRO BIAL RESGATA PROGRAMA “VOCÊ DECIDE”

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Nesta quinta-feira (18 de julho) a Rede Globo resgatou um dos programas de maior barulho da década de 90: o “Você Decide”.

O formato consagrado possibilitava o público mudar o final de uma história apresentada através de ligações telefônicas. A produção de “Na Moral” revisitou uma das edições mais polêmicas do antigo programa, o episódio “Achados e Perdidos” de 1992, onde o público votante optou para que um pai de família desempregado (interpretado por Diogo Vilela) não devolvesse uma mala cheia de dinheiro e que era destinada a um orfanato.

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A enquete novamente foi proposta pelo ator Antônio Fagundes, que foi o apresentador daquela edição do programa há vinte anos atrás. Cabe lembrar que naquela época, o país atravessava um dos seus períodos financeiramente mais conturbados onde, a população foi as ruas protestas por melhores condições de vida e melhor uso do dinheiro público. Não muito diferente dos tempos atuais.

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O programa contou ainda com Gaby Amarantos cantando algumas músicas relacionadas ao tema como “Onde Está a Honestidade?” (de Noel Rosa) e “Malandro é Malandro e Mané é Mané” (Bezerra da Silva).

Confira como o assunto repercutiu junto aos tuiteiros:

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E desta vez a resposta dos telespectadores foi diferente: se em 1992 um placar de 67% dos telespectadores votantes optaram pelo pai de família não devolver a mala com dinheiro, agora, vinte anos depois, o público optou, por uma porcentagem de 63%, para que a grana fosse devolvida aos seus donos. Só que desta vez os telespectadores puderam votar no site do programa. E é aí que o fato fica interessante. Esta interatividade e esta resposta instantânea do que o telespectador deseja assistir do programa “Você Decide”, flertam de imediato com a idéia de TV social do Século XXI.

Como a segunda maior emissora em faturamento no mundo, a Rede Globo ainda ignora desprezivelmente o potencial das redes sociais em diversos programas. Debates ricos e interessantes poderiam ser intermediados com usuários do twitter em programas de auditório como, por exemplo, o “Encontro Com Fátima Bernardes”. A mesa redonda das transmissões e debates esportivos da emissora teria muito a ganhar se a “bola fosse cantada” também para os usuários das redes sociais. A audiência televisiva está migrando para outras mídias e cabe aos executivos da TV tentar buscá-las.

A audiência virtual cada vez mais será tão importante quanto os peoplemeters que medem a audiência televisiva. E é neste campo virtual que as emissoras terão que pensar cada vez mais.

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TUITADA – RETORNO DE “A LIGA” SURPREENDE E É SUCESSO DE AUDIÊNCIA E REPERCUSSÃO

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A quarta temporada do programa “A Liga” estreou com excelentes índices de audiência e repercussão nesta terça-feira (17 de julho). Apostando no polêmico tema “Funk Ostentação” a produção chegou a emplacar quatro tópicos entre os dez assuntos mais comentados do twitter, além de conseguir alcançar a liderança da audiência. O retorno de “A Liga” venceu a novela “Saramandaia” da Rede Globo por um placar de 10.5 pontos para a produção global contra 11 pontos do programa da Band.

As questão sociais envolvendo o funk estão em voga na agenda setting do país por conta do assassinato do funkeiro Daniel Pellegrine, mais conhecido como MC Daleste. O jovem de 20 anos foi atingido por um tiro no abdômen durante um show em Campinas, no último dia 6.

Confira como o retorno do programa “A Liga” repercutiu junto aos tuiteiros. Destaque para o primeiro tópico do microblog que trazia o nome dos funkeiros MC Lon e MC Guimê, que foram alguns dos entrevistados do programa

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O mosaico de opiniões proposto pelo formato de “A Liga” caiu como uma luva na temática funk ostentação. Com a morte de MC Daleste um preconceito velado do Brasil veio à tona e fez com que diversas mensagens supostamente humorísticas fossem compartilhadas por usuários do Facebook. Como Daniel, ou Daleste, costumava cantar em alto e bom tom alguns absurdos como “Fumei tanto do verdinho, que fiquei com a voz estranha. Admiro quem não fuma, eu gosto mais do que lasanha” ou ainda “Se tiver no alvo, Você extermina, Quando meu chefe deixar, Vou colecionar cabeça de polícia” as mensagens compartilhadas na rede social expuseram um julgamento estigmatizado que muitos brasileiros ainda mantém a respeito do funk.

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Toda apologia ao consumo de drogas, e a violência dirigida aos policiais, são ainda coadjuvantes de luxo em um cenário onde justamente o luxo é cantado e aclamado. Os apresentadores de “A Liga” (Cazé, Mariana Weickert, Rita Batista, o ex-VJ China e o rapper Thaíde) acompanharam de perto a rotina de alguns dos principais nomes do funk do país para mostrar como pobreza e a riqueza, cobiça e a ostentação, grillz e as cáries dentais, muitas vezes caminham lado a lado no mundo deste gênero musical.

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Dando espaço para diversas vozes e explorando todos os lados desta história, a Band conquistou um bom espaço numa morna noite televisiva. E por morna eu quero dizer que no mesmo horário: a Rede Globo exibia o seu bizarro “Romeu e Julieta” chamado de “Saramandaia”, a Record transmitia uma noite de eliminação em ” A Fazenda” envolvendo discretos participantes e o SBT tentava requentar um filme de dez anos atrás.

A pontual estratégia de programação da Band ainda colaborou um bocado para que o programa alcançasse os bons números que teve no Ibope e no Twitter: quando “A Liga” começou a Rede Globo e a Rede Record estavam voltando de seus breaks enquanto o programa do “Ratinho” se encerrava no SBT para dar início ao empoeirado “Scooby-Doo 2: Monstros À Solta”. A Band optou ainda por fazer somente um break durante o programa ao contrário dos três intervalos que vinha fazendo com a série “Walking Dead” que era exibida até semana passada no mesmo horário.

Com tantos e tantos acertos por parte da Band, a gente até passa a acreditar que a programação noturna da emissora pode competir de igual para igual com Record e SBT na disputa pela vice-liderança de audiência. Mas, logo em seguida a gente se lembra que a emissora ainda mantém a Igreja Mundial para derrubar a sua audiência no horário nobre…e daí nos vem à lembrança:

Mas “A Liga” não era aquele ótimo programa que a Band ameaçou de cancelar por falta de audiência no ano passado?

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